Desvelando sentidos e construindo novos modos de ser [...]
RAFAEL SOUZA PINHO DA SILVA
Historicamente, falado, pessoas LGBTQIAPN+ sofreram e ainda sofrem muitas violências decorrentes do preconceito existente na sociedade devido aos estigmas da heteronormatividade e da cisnormatividade. A Psicologia, como uma ciência relativamente jovem, também foi afetada por tais estigmas e, como consequência disso, muitas grades curriculares ainda não abordam profundamente as questões específicas das pessoas LGBTQIAPN+ e até alguns anos atrás a terapia de reorientação sexual (mais conhecida como "cura gay") ainda era permitida.
Desde a década de 90, a homossexualidade passou a não ser mais considerada uma doença conforme uma declaração oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) proibiu que psicólogos oferecessem a terapia de reorientação sexual ou quaisquer serviços psicológicos voltados ao tratamento da homossexualidade. Ainda assim, em 2016, o projeto de lei n.º 4931 foi apresentado na tentativa de garantir a prática da "cura gay" por psicólogos. A parte mais triste é que um grupo considerável de profissionais da Psicologia apoiou esse PL. Felizmente, o projeto foi arquivado em 2020 devido à sua proposta ser inconstitucional e retrógrada.
Tudo isso mostra o quanto nossa categoria profissional ainda carece de conhecimento para o atendimento do público LGBTQIAPN+. E, dado o risco de ainda haver profissionais que reforçam os estigmas e a LGBTfobia em suas práticas, é muito importante que psicólogos busquem pelo aperfeiçoamento de seus atendimentos para oferecer um serviço de qualidade adaptado às necessidades específicas das pessoas queer e "levantem a bandeira" para mostrarem-se aliados a essa luta. É isso o que significa oferecer atendimentos afirmativos para o público LGBTQIAPN+. Eu sou gay, orgulhoso e militante na luta por saúde, direitos e qualidade da vida LGBTQIAPN+, buscando combater em minha atuação os estigmas e preconceitos atrelados à nossa comunidade.
A psicoterapia é um processo íntimo no qual as suas demandas são tratadas através da escuta, da aceitação, da compreensão, do diálogo e da elaboração de estratégias para promoção de saúde, bem-estar e autorrealização, estando as minhas práticas amparadas na ciência da Psicologia.
Meus atendimentos são orientados pela Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), uma teoria que valoriza profundamente a individualidade da experiência de cada pessoa. Cada encontro possui duração média de 50min, ocorre por chamada de vídeo e consiste em um espaço seguro e sigiloso para que você possa se expressar livremente. Sem engessamento e sem neutralidade, eu busco construir uma relação profunda e verdadeira com você, utilizando meus conhecimentos, vivências e técnicas para te ajudar a lidar com suas questões emocionais e psicológicas.
A psicoterapia também depende da sua abertura ao processo para que tenha resultados e não é possível prever quantas sessões serão necessárias para o tratamento adequado de cada demanda, mas você é livre para interromper ou pausar seu processo psicoterapêutico quando quiser – em conformidade com as condições do contrato estabelecido.